O que é?

É um tipo de câncer de pele que tem origem na camada mais externa da epiderme e responde por 20% do total de casos. Geralmente aparece no rosto, nas orelhas, nos lábios, no pescoço e no dorso da mão. Pode também surgir de cicatrizes antigas ou feridas crônicas da pele em qualquer parte do corpo e até nos órgãos genitais. Carcinomas espinocelulares têm risco maior que o basocelular de invadir o tecido gorduroso e atingir outros órgãos.

As lesões pré-cancerosas também merecem atenção e tratamento porque, com o tempo, podem se tornar cancerosas. É o caso da queratose actínica, causada por exposição aos raios UV do sol e que aparece como pequenas lesões ásperas, avermelhadas ou cor da pele, no rosto, nas orelhas, no dorso da mão, nos braços e até na cabeça de homens calvos. Elas são mais comuns em pessoas de meia-idade e de pele clara e, se não são tratadas, podem se transformar em carcinoma espinocelular.

 

Quais os fatores de risco?

Sol: exposição prolongada ao sol, sem protetor solar (no mínimo, fator 30), envelhece a pele e aumenta enormemente o risco de câncer no futuro.

Ter pele clara: o risco é bem maior entre pessoas brancas (loiras e ruivas) do que entre as negras ou afrodescendentes, o que não significa que negros não têm câncer de pele, porém é mais raro.

Sexo: homens correm risco duas vezes maior de ter carcinoma basocelular e três vezes maior de ter carcinoma espinocelular que as mulheres, provavelmente porque passam mais tempo ao ar livre.

Produtos químicos: trabalhadores que lidam com arsênico (usado em alguns pesticidas), carvão, parafina, alcatrão e alguns óleos também correm risco maior de desenvolver câncer de pele.

Já ter tido câncer de pele: a chance de ter outro é maior.

Radioterapia: pessoas que fizeram tratamento com radioterapia têm mais chances de desenvolver câncer de pele, principalmente crianças submetidas à radioterapia.

Graves problemas de pele: cicatrizes crônicas de queimaduras, áreas da pele sobre infecções ósseas sérias e certas doenças da pele aumentam o risco de câncer não melanoma, embora esse risco seja pequeno.

Imunossuprimidos: especialmente pacientes transplantados, em uso de imunossupressores.

 

 

Como identificar?

Os sinais de câncer de pele variam de pessoa para pessoa, mas é preciso ficar atento às seguintes mudanças na pele:

  • Qualquer pinta ou sinal que tenha crescimento, apresente coceira, sangramento frequente ou mude de cor, tamanho, consistência ou espessura
  • Lesão rosada, avermelhada de crescimento lento, mas constante
  • Qualquer ferida que não cicatrize em 4 semanas
  • Qualquer mancha de nascença que mude de cor, espessura ou tamanho

Nos casos suspeitos o dermatologista vai proceder o exame clínico e dermatoscópico e uma biópsia pode ser necessária.

 

Tratamento:

Cirurgias simples e/ou cirurgia de Mohs costumam curar completamente os carcinomas espinocelulares. Em alguns casos de carcinomas espinocelulares, o especialista pode indicar radioterapia ou quimioterapia após a cirurgia, já que eles apresentam um risco levemente maior de se espalharem para outros órgãos.

 

Fonte: https://www.accamargo.org.br/tipos-de-cancer/pele-nao-melanoma

Dra. Aline Fischer